Não me convidaram para esta festa pobre.

19 Jul


Lembro-me de um dia. Fiquei sabendo que uma colega queria conversar com uma amiga minha. Chamou a para o canto, falou algumas palavras e logo minha amiga estava do meu lado. Curiosa, perguntei:
– E ai, o que ela queria?
Inocente, minha amiga me respondeu:
-Ela me chamou para o aniversário dela.
-Quando será- muito mais curiosa.
-Ah, este sábado.
E depois de alguns anos, este sentimento volta de vez enquanto. Aquele sentimento de rejeição. Esta colega nunca foi minha amiga. Mas a gente sempre acha que porque trocamos duas palavras, principalmente quando somos crianças, ela TEM QUE nos chamar para o seu aniversário. Quantas vezes eu não chamei aquela pessoa porque não tinha afinidade com ela? Tudo é questão de afinidade, conversar contigo não significa que será amigo para sempre desta pessoa.
Claro, quando crescemos a rejeição vem em forma de outras coisas. Como não te convidarem para um projeto ou não te chamarem para um trabalho ou não te darem ingresso de graça para um espetáculo. Mas o sentimento que gira é sempre o mesmo.
Será que sou legal, será que sou competente, será que cumpro com requisito e o principal: O QUE EU TE FIZ?
E por mais seguro que você seja, a rejeição nunca, mas nunca será bem aceita. A gente não lida bem com isso, só se você foi criado para aceitar esta condição. E quem cria um filho para aceitar isso?
E vou avisando, isso não vai acabar. Não dá para agradar todo mundo, como dizem, nem Jesus agradou.

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