Significado de tatuagem: The end has no end

22 Apr

tatu
Não é raro alguém pegar meu braço e tentar ler o que está escrito no meu cotovelo. Eu possuo esta tatuagem há menos de um ano mas já queria te-la mais tempo. Tinha um certo problema de grana e de tatuadora, até achar a Nina aqui no RJ e ficar muito satisfeita com o resultado. A frase (que é repetida duas vezes) é The end has no end, da música do Strokes. Resolvi fazer isso baseado num gif do Tumblr. Fazer no cotovelo é um lugar extremamente criativo.
O significado dela transcende apenas o fato de eu gostar muito do clipe e da banda que deu origem a frase. The end has no end em circulo é o significado que a vida é um ciclo que não tem fim. Situações que você passa quando adolescente passará novamente na vida adulta e provavelmente não saberá o que fazer. Achamos que a maturidade e os anos que envelhecemos nos fará lidar com certas situações muito bem, mas não é bem o que acontece. Parece que não aprendemos nada com o passado e lá ficamos, novamente, como se tivessemos 15 anos. Sem saber o que fazer, mesmo com uma bagagem inteira.
Estou passando muito por isso estes dias e todas vez que presto atenção na minha tatuagem eu sei que fiz a coisa certa. No regrets!

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Porque ir ao show é mais legal que ficar em casa.

16 Apr

Eu nunca soube responder para quem me perguntava porque ir ao show é muito mais legal e renovador do que escutar pelo cd. Os argumentos são válidos. As pessoas que não entendem sempre dizem coisas do tipo “no show fico cansada(o), no computador vejo o show inteiro quietinha(o) no meu conforto de casa/ para ir ao show eu gastarei dinheiro e na tv não gasto nada e ainda tenho comida ao meu alcance/ estou velha(o) para isso “. Minha resposta a este tipo de argumento era um simples “é melhor porque sim”. Eu sou assim, demoro um tempo até entender porque este porque sim é a minha verdade e justa.
Na sexta dia 04 fui no show do Arcade Fire no Rio de Janeiro, Citibank Hall. Muitas razões me motivariam a nem sair de casa. Ficaria em pé por um bom tempo, não teria como sair dali (não é tão perto da Alvorada como dizem), era caro (175 a meia + táxi + alimentação, sim, é caro). Mas eu sempre dizia a mim mesma e a todos a minha volta que pelo Arcade Fire iria até o Acre. E se a Barra da Tijuca é o Acre carioca, lá estava eu, enfrentando a linha amarela, com uma bolsa pesada (havia trabalhado naquele dia) e com um começo de cólica, que apesar de ser um problema pessoal meu, era mais um motivo para ficar em casa sossegada.
O show começou as 22:30 e estava lá com amigos deste as 18:00. Façam as contas, amiguinhos. É muito tempo em pé numa fila ou lá dentro. Muito tempo de ansiedade, coisa que na TV/PC pode ser facilmente contornável com o youtube, que tem a toda hora e em qualquer lugar. Vamos dizer que estando ali era como um sonho realizado. E quando eles entraram lembro de senti minha respiração agitada, minha mente flutuando e uma vontade de chorar. Não chorei (sou forte), mas fiquei emocionada o show inteiro. Normalmente quando estou num show, olho para o lado para ver como a platéia esta reagindo e nesse show nem isso fiz. Estava completamente concentrada em cada música do set list que sempre imaginei ouvir ao vivo. E cantar aos berros ao vivo. Mesmo com algumas músicas chatas e outras que gostaria tanto de ouvir ao vivo não sendo tocadas, a emoção de estar presente de corpo e muita alma ali era algo inarrável.
Vou comparar esta emoção quando você encontra alguém que sempre admirou de perto. Melhor, quando conversa com esta pessoa. Não importa se não liga para ator ou cantor, mas imagina ter aula com um professor que escreveu os melhores livros que já leu na sua vida. Trabalhar com uma lenda viva. Ouvir cada palavra daquele que te inspirou a ser o que é hoje. Ver o seminário online não é comparavel a você estar ali ao vivo e poder falar com ele o que sempre quis falar o que sempre quis saber.
Então da próxima que alguém me perguntar porque ir num show é mais bacana do que ver o show em casa, responderei: “Não tem como explicar. Só indo para saber”. Porque na verdade, mesmo explicando não tem como saber. Só vivendo para saber.

Não quero seu namorado.

2 Apr

Mulheres, não é porque seu namorado é bonito que eu quero transar com ele.
Não sei o que pensa as mulheres quando namoram, mas elas são submissas aos desejos da sociedade de que mulher com 30 já tem que ter filho e ser casada. Ao aproximar da idade limite para a prole, se desesperam e seguram o primeiro homem que veem pela frente. E privam-no da liberdade.
Não estou falando que apenas as mulheres façam isso, humanos são carentes e possessivos, mas há uma diferença na possessão da mulher com seu companheiro.
Pelo medo dele achar algo melhor (insegurança, esta maldita), não o deixa sair com suas amigas (observem, suas aqui é ambíguo. Pode ser tanto a amiga do namorado quanto a amiga da mulher em questão. Interprete do seu jeito). Alias, qualquer tipo de mulher que se aproxima apenas para uma boa conversa, a mulher vira um bicho, briga com seu companheiro por isso e não deixa que esta chegue perto.
Ok,há aquele medo de que os homens estão escassos e que o que chegar mais ou menos bonito, mais ou menos bacana e mais ou menos legal para apresentar para os amigos deve ser preso. Se não foge com a primeira amiga que aparecer com más intenções.
A realidade é que se o cara tá a fim de trair ele vai. E não adianta prender. Pode não ser com aquela menina que curtiu a selfie dele no facebook, mas pode ser com aquela colega de trabalho que ele vai comer para mostrar a si mesmo que ainda consegue conquistar uma mulher.
Relacionamento onde seus amigos são os únicos bacanas e os dele são tudo safado nunca é saudável. É egoísta. Porque nenhum relacionamento dura para sempre. E quando acabar, os 2 estarão sem chão e sem com quem segurar. Ruim para ele, ruim para você. Se quiser algo só seu, compre uma roupa, uma lingerie, um biquíni. Relacionamento é troca. Você perde um pouco e ele também. Não o extremo (um perde muito e o outro não perde nada).
E antes que eu acabe este texto polêmico (ou não), não sejam inseguras. Se o cara quis namorar contigo é porque você é foda. E mesmo que acabe um dia, você continuará sendo foda. Relacionamentos tem meio, fim e inicio. E não é porque um acabou que nunca mais vai aparecer outro. E viver feliz para sempre é algo que as antigas princesas da Disney fazem muito bem. Não é para você. Seja feliz enquanto pode.

Ilustração de Stasia Burrington

10 Mar

Provavelmente você já viu alguma ilustração da Stasia por ai, já que ela tem um estilo muito especifico, mas sempre vale a indicação. Recentemente a americana fez uma série de flores que é tão lindo que você quer se casar com os desenhos. Vale a visita na sua loja também.

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Lista: Mulheres (que me representam) na música.

8 Mar

É uma lista particular e pessoal, mas não menos importante neste adorável dia. Nas redes sociais observei que tem uma onda (correta) de mulheres que querem mais respeito e menos parabéns. Que alias, do que devo ser parabenizada? Menores salários, 1 a cada 3 mulheres do mundo ou serão/já foram estupradas ou violentadas, a obrigação de ser mãe e casada antes dos 30… Muita coisa tem que ser melhorada, definitivamente. E como adoro listas, fiz uma das mulheres que me representam na música. Seja pelas suas letras, atitudes, estilo e pelo foda-se. Sim, porque para falar palavras feias somos julgadas. E para usar saias curtas e shorts também. E para termos cabelo curto também… E pelo julgamento diário e pelo fazer o que querem, elas fazem por onde para nos representar tão bem.

Gwen Stefani

Muitos reclamam que hoje ela não tem a mesma força nos anos 90, mas ela sempre me representará pelas suas músicas, que tem ótimas letras. A que melhor representa o feminismo é Just a girl.
“I’m just a girl in the world…
That’s all that you’ll let me be!”.

Como não amar?

Madonna

E nos anos 80, antes de Miley Cyrus e Lady Gaga pensarem em nascer, Madonna já calava a boca de meio mundo falando o que pensava. Seja sexo, religião, amor, arte, etc, Madonna foi revolucionária porque fazia e acontecia. A cada novo cd, uma surpresa. Uma máscara caia e o mundo se surpeendia. Como assim uma mulher falando abertamente de sexo? Madonna pode hoje ser uma caricatura dela mesma (e é), mas nos anos 80 e 90 foi importante para a música for ser uma feminista sem querer.

Fiona Apple

Fiona começou na música com 16 e já tinha muita coisa para ser falada. Suas músicas são sinceras e sua dor também. É uma mulher falando para as mulheres. Sem besteira ou rodeios, Fiona Apple representa muita gente.

Alanis Morissette

Ok, hoje ninguém liga para Alanis, mas nos anos 90 ela foi uma peça importante para um monte de gente, tanto como influência como psicologicamente. Começou nova também (19 anos) e assumia seus erros e desesperos, femininos e humanos, cantando aos berros coisas duras que todo mundo devia saber. Mais ou menos em 1997, foi a India, se encontrou e ficou pelada. E quem a conhece sabe que ela não tem a beleza padrão, loira, peito duro e bunda no lugar. E ela ligou para isso? Pontinhos pelo foda-se!

Valeska Popozuda

Sim, ela me representa. Todas as suas músicas são feministas,diretas, nada de baboseira. Ainda desejo mais Valeska e menos um monte de gente.

Shirley Manson (garbage)

Shirley foi a primeira mulher a me representar na música. Eu era obcecada por ela. Pela sua beleza, ruivice, pela sua voz e atitude. Ela pode até não ser a melhor cantora ao vivo, mas sua música me pega pela barriga e me possui. Quer dizer, esta mulher traduziu a mim e a quase todas as mulheres. Você tem dúvida, por exemplo, que a música ai em cima não fala de TPM? Quer coisa mais feminina que menstruação?

Bjork

Bjork pode ter uma voz chata, um show quase insuportável, fãs piores ainda mas ela me representa. Primeiro porque mesmo tendo uma voz estridente ela a usa com toda a sua força. Seus clipes são sensacionais e sua atitude perante ao mundo de foda-se sou gordinha de um país estranho e faço músicas mais estranhas ainda me encanta. É preciso de muita coragem para ser alguém como a Bjork. Ela é o que é.

Pitty

Por muito tempo a Pitty me representou. Seu cabelão, suas roupas, sua voz não tão afinada, sua atitude. Claro que hoje em dia ela não tem tanta força como tinha há uns anos, mas ela sabia o que eu pensava e escrevia isso nas suas músicas. Ela era o que sempre quiser ser e tentei ser. E mesmo tendo referência de um monte de gente (Alanis e Fiona é um bom exemplo), conseguia ser autentica.

Rita lee

Que mulher um dia não foi representada pela Rita Lee? Eu admito, ela me representa mais nos Mutantes do que no seu solo, mas não posso ignorar suas músicas que traduzem tão bem o que algumas mulheres sentem. A música acima é um ótimo exemplo. E nem preciso dizer que seu jeito foda-se é completamente atraente.

Debbie Harry (Blondie)

No mundo machista do rock é difícil ser feminino, e para mim a Debbie faz o requisito. Sempre foi linda e feminina. Suas letras, ok, não falam muita coisa (nada além), mas sua atitude de foda-se o mundo usando vestidos no palco, sem querer ser masculina (o que nos anos 80 era quase que obrigatório) já faz ela entrar na lista. Influenciou um monte de gente na música.

Cê viu a Beyonce na lista? É porque deste que ela deixou o marido dela falar que ele era o Ike Turner e que ela tinha que comer o bolo senão ele enfiava a porrada nela, todas as suas músicas sobre mulheres independentes que não precisam de um homem caíram por terra. So sorry.